Thomas edison (1849 - 1931)
Há quem o considere o maior inventor
da História e há quem discorde, mas é certo que ele teve participação
fundamental na criação de várias tecnologias que marcaram o século XX.
Entre outras muitas invenções como o gramofone e o cinescópio, ele
desenvolveu a primeira lâmpada incandescente que, de fato, funcionava e
podia ser comercializada. Edson chegou a esse resultado, enquanto
buscava uma forma de distribuir iluminação elétrica pública a Nova York,
o que ele conseguiu num curto período. Em pouco tempo, pulou de dezenas
para um milhão o número de assinantes de sua companhia, que levava
eletricidade até as casas nova-iorquinas no final do século XIX.
Benjamin franklin (1706-1790)
Jornalista, escritor, inventor,
estadista, abolicionista e um dos maiores símbolos os Estados Unidos,
Benjamin Franklin já foi chamado de "elétrico" por alguns de seus
biógrafos, tal a quantidade de atividades que desempenhou. Mas Franklin
teve, sim, um papel importante no conhecimento da eletricidade, pois
1752 mostrou que os relâmpagos são descargas elétricas. O cientista
empinou uma pipa presa a um fio condutor, próximo a uma nuvem de
tempestade. A carga induzida na pipa deslocou-se ao longo do fio e
provocou uma descarga elétrica entre uma chave, colocada na extremidade
do fio, e o braço de Franklin. O experimento foi extremamente
perigoso, mas resultou na invenção do pára-raios. Franklin dizia que a
eletricidade, não se cria, nem desaparece. Ela passa de um corpo que
tem muito para aquele em que está falta.
Georg simon ohm (1789-1854)
Professor secundário, esse físico
alemão sonhava em lecionar na universidade e, para tal, precisava
apresentar uma pesquisa inédita. Como muitos em sua época, apreciava o
campo da eletricidade. Ohm decidiu testar as diferentes intensidades das
correntes elétricas usando várias espessuras e comprimentos de fios,
entre 1825 e 1827. Ele acabou descobrindo que a intensidade da corrente
era inversamente proporcional ao comprimento do fio condutor e
diretamente proporcional à espessura deste. Assim, Ohm descobriu o que
chamamos de resistência elétrica, que nada mais é do que o obstáculo
criado pelos átomos que compõem o cabo elétrico à passagem dos elétrons
livres. É a resistência elétrica no filamento da lâmpada, por exemplo,
que impede a passagem da energia, que se transforma em calor e em luz.
Tais relações haviam também sido apontadas, meio século antes, pelo
inglês Cavendish, que, no entanto, não as divulgou. Apesar de as
pesquisas terem sido uma colaboração importante na teoria dos circuitos
elétricos, Ohm não conseguiu o trabalho que almejava e, diante das
críticas negativas, teve até que largar o emprego na escola em que
trabalhava, em Colônia. Por seis anos, passou por dificuldades
financeiras até conseguir outro lugar para dar aulas. O sonhado posto de
professor universitário só viria mais tarde, no final de sua vida. Em
1893, seu nome foi dado à unidade de resistência elétrica.
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